Saímos de Vaasa ao entardecer, logo ficou escuro. Estrada à noite é bem entediante, não dá pra ver paisagem alguma, e ele só me dizia "Ah, tem um lago ali, mas não dá pra ver..", "Tem outro lago daquele lado, mas tá muito escuro.", "Ah, queria te mostrar a floresta!".
Sem muita emoção mesmo... Porém três coisas me chamaram a atenção: tem um treme-treme-acorda-motorista na divisão entre as duas faixas para um "ACORDA, MALUCO", tem umas varetas com tinta refletiva na ponta a cada sei lá quantos metros ao longo de todas as estradas para indicar os limites (imagino que por causa da neve) e não tem buracos, nenhum, nada, zero.
Na volta, saímos de lá mais cedo, então pude curtir a vista. Que sensacional!!! É floresta e lago, lago e floresta. E pedras, muitas pedras, muitas mesmo. Há quem diga que elas vieram parar aqui trazidas pelo fim da Era do Gelo, há quem diga que foram gigantes que as arremessaram. Nunca saberemos a verdade, mas mesmo que não acreditem nessa teoria, é melhor tomar cuidado: há lendas que relatam que grandes aglomerações de pedras nas florestas são apenas gigantes dormindo. Mais sobre a mitologia finlandesa aqui.
A viagem seguiu (com parada em Tuuri, que merece um post exclusivo) e eu comecei a pedir pra o Tero ler as placas com nomes das cidades e traduzir seus significados. Ri bastante e treinei a minha pronúncia, mas, acima de tudo, eu enchi o saco. Mas eu enchi tanto que quando a gente chegou ele me mandou este link. Obviamente não tem todas, mas dá pra se divertir (principalmente tentanto pronunciar em voz alta).
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